A sala de espera cheia e o movimento dos alunos já dão o tom do que acontece no Ambulatório São Francisco de Paula. Ali, a formação acadêmica ganha vida no encontro com pacientes, e o aprendizado deixa de ser só teoria para se tornar experiência.
A iniciativa nasceu do interesse dos próprios alunos em ir além da sala de aula. Eles queriam vivenciar a prática, compreender o paciente de forma integral e desenvolver um olhar mais atento para cada caso. Com o tempo, essa mobilização se estruturou como um ambulatório social, reunindo estudantes e médicos voluntários.
O trabalho conta com o acompanhamento próximo do coordenador, Dr. Gabriel Ferreira, psiquiatra e responsável técnico da Clínica Mar Atlântico, que orienta os atendimentos e conduz a análise dos casos. Essa supervisão amplia a segurança técnica e fortalece o vínculo com os pacientes, especialmente ao integrar abordagens terapêuticas que consideram a pessoa como um todo. O resultado, segundo os participantes, é um cuidado mais consistente e eficaz.
Para os estudantes, a experiência é decisiva na formação. Aplicar, na prática, o que aprendem na teoria transforma a forma como pensam e raciocinam. A troca entre colegas, a discussão de casos e o acompanhamento dos profissionais criam um ambiente de aprendizado, que também traz mais confiança para os primeiros atendimentos.
“Faz toda a diferença ter esse suporte para entender melhor o caso do paciente e as possibilidades terapêuticas. Isso ajuda muito no vínculo e na condução do caso como um todo. Com acompanhamento e supervisão, o desfecho costuma ser muito melhor”, relata a aluna Gabriela Barreto, médica e voluntária no ambulatório.
No Ambulatório São Francisco de Paula, a formação técnica caminha lado a lado com a dimensão humana. É justamente nesse encontro entre aprender e servir que muitos alunos começam, de fato, a se tornar profissionais.
Para o coordenador do projeto, Dr. Gabriel Ferreira, essa vivência é essencial: “é muito importante que o aluno que estuda a teoria também aplique esse conteúdo na prática. É assim que ele começa, de fato, a raciocinar a partir do que aprendeu.”











